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Jogadores de beisebol vivem mais do que outros atletas, diz estudo

Proibição do tabaco, grande capacidade de percepção do ambiente e aposentadoria robusta contribuem para a longevidade desses esportistas.

Jogadores de beisebol vivem mais do que outros atletas e de outros homens, de maneira geral, segundo um estudo da Universidade Harvard publicado na revista médica JAMA Internal Medicine. A pesquisa demonstrou que esses atletas vivem 24% mais do que a média masculina. Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores coletaram e analisaram dados de 10.451 atletas que morreram entre 1979 e 2013. Eles também constaram que jogadores de algumas posições, como os jardineiros centrais (center fielder), podem ter a vida ainda mais longa que os demais atletas.

Austin Romine, jogador de beisebol entrevistado pelo jornal norte-americanoThe New York Times sobre o assunto, apontou a longa temporada da modalidade, de 7 meses, como um dos possíveis fatores para essa longevidade. “Estamos exercitando nossos corpos de maneira integrada, todos os dias, por 160 jogos. É a temporada mais longa nos esportes”, afirmou. Entre as explicações do estudo para esse resultado está a grande percepção que os atletas de beisebol têm do ambiente, uma aptidão que os diferencia das pessoas comuns – vêem coisas que os outros não vêem.

Outro fator seria a proibição do uso de tabaco entre os atletas e, durante os jogos, também entre os torcedores. Há ainda um trabalho de conscientização sobre os riscos da exposição ao sol e a prevenção e rastreamento do câncer de pele. O The New York Times também levanta um outro aspecto que contribui para a longa vida desses jogadores, que é um robusto programa de aposentadoria, considerado um dos mais generosos do esporte profissional.

Causas de morte variam segundo posição – A idade média de morte dos jogadores de beisebol foi de 77 anos, segundo o estudo. Comparado com homens dos EUA, eles apresentaram menor taxa de mortalidade em todas as causas, exceto doença neurodegenerativa. Mas, diferentemente dos jogadores profissionais de futebol americano, os jogadores de beisebol não apresentaram taxas aumentadas de Alzheimer, ELA (esclerose lateral amiotrófica) e Parkinson.

A pesquisa revelou que as causas da morte variam conforme a posição dos atletas no jogo. Os jogadores de interbases e de segunda base apresentaram taxa de morte por doença mais baixa em relação aos arremessadores. Já os defensores externos são menos propensos a morrer em decorrência de lesões. Os receptores dispõem de taxas mais altas de mortalidade por doenças relacionadas à região da virilha e do trato urinário. Uma possível razão seria porque agacham e são atingidos na virilha com muita frequência.

Fonte: R7

‘‘Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. Tu me honras, ungindo a minha cabeça com óleo e fazendo transbordar o meu cálice.’’ Salmos 23:5 (para entender, clique aqui, assista o vídeo e se surpreenda).

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