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Ansiedade e estresse podem ser prejudiciais para os seus dentes

Comum em consultórios odontológicos, o bruxismo é provocado pela tensão dos músculos do rosto e, se não tratado, provoca desgaste dentário.

O estresse sempre esteve presente na vida da publicitária Mariana Vieira, de 35 anos. Por mais de uma década, desde que terminou os estudos, ela trabalhava muito e isso nunca foi um problema, mas um dente quebrado fez com que ela refletisse sobre isso. “Recentemente, eu fui ao dentista porque um dente meu lascou. Achei que fosse apenas fazer uma restauração e ir embora”. A constatação feita pelo dentista foi além da necessidade de uma restauração. “Ele disse que eu tinha um desgaste avançado nos dentes e que esse tinha sido o motivo de ter quebrado um deles; disse que eu estava com bruxismo e precisava tratar.”

O bruxismo se caracteriza por ranger os dentes (acordado ou enquanto dorme) e é um dos distúrbios temporomandibulares, que podem afetar articulações, ligamentos, tendões ou músculos que ligam o crânio à mandíbula. Mariana foi orientada a fazer uma placa de acrílico para evitar que o desgaste fosse maior. Entretanto, foi alertada de que a causa não era odontológica e poderia ser emocional. “O dentista perguntou como era a minha rotina. Falei que o trabalho é estressante, dificilmente consigo relaxar. […] Entendi que minha sobrecarga estava causando isso.”

A psicóloga e professora Liliana Seger, autora do livro Psicologia & Odontologia – Uma abordagem integradora, estuda o tema desde 1988. Na visão dela, pessoas ansiosas ou estressadas estão mais sujeitas a desenvolver problemas de ATM (articulação temporomandibular). “Quando você fica ansioso, automaticamente trava o seu maxilar e tensiona. Isso faz com que você tenha um perfil muito específico para disfunção de ATM”. Se não tratadas, essas disfunções podem provocar perda dos dentes e dores intensas, não apenas nos dentes.

“Tem paciente que o bruxismo é tão forte que quebra restaurações, perde dentes, faz a coroa, quebrar, chega a fraturar a raiz. Até implante pode ser danificado”, observa a cirurgiã-dentista Sandra Regina Naccarato Ribeiro, especialista em bruxismo. Sandra acrescenta que a perda óssea provocada nesses casos tende a desencadear hipersensibilidade, já que qualquer estímulo vai chegar ao nervo com a perda da proteção da raiz do dente.  A dentista explica que o bruxismo noturno é o mais difícil de ser controlado, pois a placa de acrílico apenas avita o atrito, mas não alivia a tensão muscular.

“A placa tem um papel importante, principalmente para não ter um desgaste dentário, mas não evita o hábito [de ranger]. Para paciente que tem dor, talvez a placa nem funcione”. O acompanhamento com profissionais como psicólogos e psiquiatras é fundamental para tratar a maior parte dos casos de bruxismo. “O psicólogo vai fazer com que a pessoa aprenda a lidar com esses gatilhos [de estrese e ansiedade]”, afirma Liliana. A psicóloga ressalta que o tratamento “é breve”. “A pessoa vai aprender lidar com as situações de modo que ela não somatize mais.”

O uso de medicamentos ansiolíticos, além de não ser indicado em longo prazo, não vai fazer com que o bruxismo vá embora, pondera a psicóloga. Nos últimos anos, tem-se usado toxina botulínica — cujo principal nome comercial é o Botox — como forma de aliviar a tensão muscular e, consequentemente, o bruxismo. A cirurgiã-dentista diz que no curto prazo a toxina tem efeitos positivos no curto prazo, mas por ser uma terapia relativamente nova, não se sabe sobre eventuais benefícios ou malefícios no longo prazo.

As injeções precisam ser refeitas entre quatro e seis meses, ao custo aproximado de R$ 1.000 cada sessão, e também não representam cura. A cirurgiã-dentista ressalta que tratar a ansiedade e e o estresse, reeducar hábitos diurnos e usar uma placa ou um aparelho na hora de dormir são medidas que tendem a reduzir significativamente o bruxismo.

Como identificar – O Manual Merck de Tratamento e Diagnóstico lista alguns dos sintomas dos distúrbios temporomandibulares:
• Cefaleias
• Dor nos músculos da mandíbula ao mastigar alimentos
• Um clique ou travamento da mandíbula
• Dor próximo à articulação
• Dor ou rigidez no pescoço que se irradia para os braços
• Tontura
• Dores de ouvido ou congestão nos ouvidos
• Problemas para dormir
• Dificuldade em abrir a boca amplamente

Fonte: R7

‘‘O Senhor é o meu pastor e nada me faltará.’’ Salmos 23:1 (para entender, clique aqui, assista ao vídeo e se surpreenda).

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