Na L.S.F Informática, você encontra manutenção preventiva e corretiva de computadores, vendas de produtos de limpeza (Vassouras, rodos, limpa teto, esfregão, cabos para vassouras, cloro em gel, detergente, água sanitária, desinfetante, sabão de coco, amaciante, sabão gel pastoso, veja, limpa alumínio, soda líquida, cera líquida, pano de chão, entre outras variedades) temos xerox, impressões, plastificações, recarga de celulares, vendas de acessórios para celulares e computadores, divulgação de publicidade volante, criação e vendas de sites e lojas virtuais e outras variedades.
BolsonaroCidadãoEstudosSaúdeSuperinteressanteTimóteoVale do Aço - MG

‘Se beber, não nade’: a perigosa ligação entre álcool e mortes por afogamento

Um dia de verão, um copo de cerveja ou drink refrescante para acompanhar, um mergulho na água do mar ou do rio.

Pode não parecer, mas há um erro aí. Quem diz são duas organizações da área da saúde, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) e a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), que estão lançando uma campanha para alertar sobre o papel do álcool nos afogamentos – que matam mais de uma dezena de pessoas por dia no Brasil.

Na verdade, os afogamentos, para os quais o álcool é considerado um importante fator de risco, são um tema que preocupa em todo o mundo. De acordo com a estimativa mais recente e consolidada da Organização Mundial da Saúde (OMS), de 2014, cerca de 370 mil pessoas morrem afogadas no planeta anualmente. Em números absolutos, o Brasil aparece neste relatório da OMS como o terceiro país com mais mortes por afogamentos (6.487, com ano base em 2011), atrás de Rússia (11.981, em 2010) e Japão (8.999, em 2011).

OUÇA AQUI A RÁDIO REDE DO AMOR FM MEIO DE COMUNICAÇÃO DO SANTUÁRIO DOS MILAGRES BRASIL


Quando considerado o valor proporcional ao tamanho da população, que no Brasil foi de 3,3 mortes por 100 mil habitantes, o país se afasta das primeiras colocações e da média mundial (5,2). Mas, ainda assim, fica acima do panorama de países ricos (2,3 por 100 mil habitantes) e da região das Américas (3 por 100 mil habitantes). Quem trabalha com o tema diz que estes números provavelmente são subestimados, pois há muitas mortes por afogamentos que não são registradas como tal – tanto no Brasil quanto no mundo. E há outro desafio para os pesquisadores: quantificar o papel do álcool nestes incidentes.

Enquanto as pesquisas sobre o papel do álcool nos afogamentos se aprimoram, quem trabalha na linha de frente – com os pés na areia, por exemplo – vê nesta associação uma velha conhecida. “A gente sabe que o álcool tem relação direta com afogamento. Estudos têm mostrado que ele pode variar como fator determinante em 15 a 60% dos óbitos”, diz David Szpilman, diretor médico da Sobrasa e que trabalhou por décadas como tenente-coronel do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro, período no qual prestou diversos atendimentos a pessoas afogadas em praias.

“O consumo de álcool na areia é um sinal que já deixa os guarda-vidas em alerta. Tem um comportamento clássico, da pessoa que vai à praia não para entrar na água, e sim para beber. Em algum momento ela vai querer entrar na água e não consegue ver que está sob risco, mesmo aquelas que sabem nadar”, diz Szpilman. A campanha, inclusive, recomenda que quem for nadar não beba nada: “Se beber, não nade”.

“Já temos hoje uma cultura de não misturar álcool e direção, mas a associação álcool e lazer ainda existe. É algo que ainda se vê muito nos barcos, por exemplo. E vemos também diferenças de lugar para lugar. Onde tem mais turismo pode haver maior consumo de álcool, que faz parte da proposta de se divertir. Tende a ser diferente de cidades em que ir à praia já faz mais parte da rotina”, exemplifica Szpilman.

Mais de 15 afogamentos fatais por dia no Brasil – A partir de dados do Ministério da Saúde, a Sobrasa estima que, em 2017, 5.692 pessoas morreram afogadas no Brasil, uma taxa de 2,7 por 100 mil habitantes (ao longo das décadas, os números absolutos e relativos de afogamentos fatais no Brasil têm diminuído). São cerca de 15 mortes por dia no país. Os meses de novembro a fevereiro, portanto incluindo o verão, concentram 44% dos casos. Mais de 65% dos óbitos acontecem nos finais de semana e feriados, o que vai ao encontro da associação entre lazer, álcool e afogamentos.

As praias, no entanto, concentraram apenas 15% óbitos em 2017. A maior parte, 75% dos incidentes fatais, aconteceu em lugares de água doce. E é o Norte a região brasileira com o maior número relativo de casos (5,1 por 100 mil habitantes), seguido pelo Nordeste (3,1); Centro-Oeste (2,8); Sul (2,7); Sudeste (1,98). Essa distribuição geográfica indica também que as mortes podem ocorrer não só em momentos de lazer, mas também em atividades rotineiras, como de trabalho e transporte.

“Possivelmente, o litoral tem uma segurança maior, por ter mais agentes capacitados supervisionando as pessoas”, explica Szpilman. “Cada ambiente aquático exige uma competência aquática diferente: não é só saber nadar, mas conhecer o ambiente que se está entrando. E o álcool afeta essa capacidade de avaliação, inclusive para quem sabe nadar”, diz o diretor da Sobrasa. “Os rios, por exemplo, podem aparentar serem lugares tranquilos para mergulhar, mas além da correnteza, têm obstáculos como lodo, galhos, pedras e desníveis rápidos.”

Resultado de imagem para afogamento

O psiquiatra Arthur Guerra, presidente executivo do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), aponta que uma dose já é capaz de levar a alterações psicológicas e fisiológicas na pessoa alcoolizada, por isso reforça a recomendação “se beber, não nade”. O site do CISA traz uma tabela relacionando níveis de concentração de álcool a certas alterações – com 0,01 a 0,05g de álcool por 100 ml de sangue, por exemplo, várias funções do sistema nervoso já passam por alterações, além de aumento do ritmo cardíaco e respiratório.

“Claro que há fatores que influenciam neste impacto do álcool, como se a pessoa se alimentou antes, seu peso, altura e etc”, explicou à BBC News Brasil por telefone. “O álcool inibe a censura, fazendo a pessoa se sentir mais confiante e eufórica; mas também deixa a pessoa mais lentificada, com menos reflexos. Imagine a cena onde uma pessoa está alcoolizada e enfrenta uma correnteza, ondas fortes. É como uma ‘tempestade perfeita’.”

Leia a notícia completa no site da BBC Brasil

‘‘Mas, eu não estou sozinho, pois meu Pai está comigo.’’ João 16:32b  (para entender, clique aqui, assista ao vídeo e se surpreenda).

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar