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1º país dá transporte público gratuito para melhorar trânsito

Luxemburgo acaba de se tornar o 1° país do mundo a oferecer transporte público gratuito a toda a população e turistas.

A cobrança foi abolida a partir deste sábado, 29, em viagens de trem, ônibus e bonde em todo o seu território nacional.

A medida inteligente é para incentivar as pessoas a deixarem o carro em casa e assim, combater a poluição, os congestionamentos e também beneficiar famílias de baixa renda.

O país pequeno, porém rico, introduziu a medida como parte de um esforço para “motivar” seus pouco mais de 600 mil habitantes – e os 214.000 passageiros estrangeiros que usam a rede diariamente – a mudar seu comportamento na região montanhosa entre Alemanha, Bélgica e França.

As viagens de ônibus, trens e bondes já eram gratuitas aos sábados, num teste que deu certo.

Quem paga

Antes da abolição, as vendas preexistentes de bilhetes de 2 euros somavam 41 milhões de euros (cerca de 200 milhões de reais) – ou apenas 8% do orçamento anual de transportes de Luxemburgo, que supera 500 milhões de euros.

O transporte público agora será financiado em grande parte por meio de impostos que compõem o orçamento nacional.

Isso deve significar uma economia de viagens para famílias “de baixa renda”, disse o ministro dos Transportes de Luxemburgo, François Bausch,

A decisão deve representar cerca de 100 euros de economia anual por lar.

Congestionamentos

Para combater os congestionamentos, Luxemburgo abriu em 2017 a primeira seção do serviço planejado de bonde, desde a periferia sul da capital até o aeroporto ao norte.

Uma pesquisa realizada em 2018 pela TNS Ilres constatou que os carros em Luxemburgo representavam 47% das viagens de negócios e 71% do transporte de lazer.

De acordo com o Índice de Tráfego Global da empresa de análise de dados INRIX, os motoristas da capital luxemburguesa passaram em média 28 horas presos no trânsito em 2017.

Apoio

O acesso gratuito é apoiado pelo sindicato dos transportes (5.000 membros) Fncttfel-Landesverband.

“Os tempos de viagem devem ser competitivos com o carro”, ressalva, contudo, o secretário geral, Georges Melchers.

Já o Movimento Ecológico diz que não faz questão na gratuidade do transporte público.

“Para nós, a qualidade da oferta é o ponto crucial para tornar o transporte público mais atraente, e não o fato de ser gratuito. Nos horários de pico, as capacidades esgotam-se”, afirmou o presidente da associação ambiental,  Blanche Weber.

Com informações da DW

 

Fonte
Só Notícia Boa

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