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Bolsonaro reclama de fechamento de igrejas: “Providências absurdas”

Presidente da República comparou pandemia de coronavírus a uma chuva passageira: ‘Se botar uma capinha, passa.’

O presidente Jair Bolsonaro criticou, na sexta-feira 20, o fechamento de igrejas para conter a proliferação do novo coronavírus. Em entrevista ao Programa do Ratinho, da emissora SBT, Bolsonaro afirmou que os governadores estão tomando medidas “absurdas” contra a pandemia e disse que a economia pode ser prejudicada.

A recomendação sobre fechamento de templos religiosos teve resistência do pastor Silas Malafaia, que se recusou a interromper as atividades. No estado de São Paulo, o Ministério Público chegou a pedir ao Tribunal de Justiça que proibisse cultos e missas. A Justiça acatou a representação e determinou multa de 10 mil reais para líderes religiosos que convoquem eventos nas igrejas.

“O quê que eu vejo no Brasil, aqui. Não são todos, mas muita gente. Para dar uma satisfação para o seu eleitorado, toma providências absurdas. Como eu te falei agora há pouco. Fechando shopping. Tem gente que quer fechar igrejas, o último refúgio das pessoas. Lógico que o pastor vai saber conduzir lá o seu culto. Ele vai ter consciência, o pastor, o padre, se a igreja está muito cheia, falar alguma coisa, ele vai decidir lá”, disse.

Bolsonaro citou ainda o artigo 5º da Constituição Federal, que define como inviolável a a liberdade de consciência e de crença, assegura o livre exercício dos cultos religiosos e garante a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.

Fonte
Capital Capital

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