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Dietas populares têm resultado semelhante após seis meses

Várias dietas populares que enfatizam uma alimentação com baixo teor de gordura, pobre em carboidratos e moderação do padrão de consumo de macronutrientes foram associadas a discreta redução do peso e diminuição da pressão arterial (PA), sistólica e diastólica, em seis meses, segundo uma metanálise.

“Nossa pesquisa está alinhada ao crescente corpo de literatura corroborando as dietas para perda ponderal e os consequentes benefícios de proteção cardiovascular”, disse o coautor da metanálise, Dr. Gordon Guyatt, médico da McMaster University, no Canadá.

Em comparação com a alimentação habitual, as dietas pobres em carboidratos como a Atkins e a Zone, e as dietas com baixo teor de gordura, como a Ornish, tiveram um efeito semelhante em seis meses em termos de perda ponderal (4,63 kg versus 4,37 kg, ambas com certeza moderada), redução da pressão arterial sistólica (5,14 mmHg, certeza moderada vs. 5,05 mmHg, baixa certeza), e diminuição da pressão arterial diastólica (3,21 mmHg vs. 2,85 mmHg, ambas com baixa certeza). Dietas com quantidade moderada de macronutrientes, como a DASH, resultaram em uma perda ponderal ligeiramente menor e menor diminuição da pressão arterial, de acordo com o estudo.

Dietas pobres em carboidratos tiveram menos efeito do que as dietas com baixo teor de gordura e quantidade moderada de macronutrientes na redução da lipoproteína de baixa densidade (LDL, sigla do inglês, Low-Density Lipoprotein) (1,01 mg/dL, baixa certeza vs. 7,08 mg/dL, certeza moderada vs. 5,22 mg/dL, certeza moderada, respectivamente), mas as dietas pobres em carboidratos também foram associadas a aumento da lipoproteína de alta densidade (HDL, sigla do inglês, High-Density Lipoprotein) (2,31 mg/dL, baixa certeza).

Entre as dietas populares mencionadas, as que tiveram maior efeito na redução do peso e da pressão arterial em comparação com a alimentação habitual foram a Atkins (peso 5,5 kg, pressão arterial 5,1 e 3,3 mmHg, sistólica e diastólica, respectivamente), a DASH (3,6 kg, PA 4,7 e 2,9 mmHg, respectivamente) e a Zone (4,1 kg, PA = 3,5 e 2,3 mmHg, respectivamente) em seis meses – todos com certeza moderada. Nenhuma dieta melhorou significativamente os níveis de HDL e proteína C reativa em seis meses.

De modo geral, ocorreu perda ponderal em 12 meses entre todos os padrões de macronutrientes e as dietas mencionadas, enquanto os benefícios em termos de fatores de risco cardiovascular de todas as intervenções, com exceção da dieta do mediterrâneo, essencialmente desapareceram. “Embora a dieta do mediterrâneo seja benéfica, em 12 meses de acompanhamento, até mesmo essa dieta teve poucas evidências de eficácia”, disse o Dr. Gordon por e-mail.

Isto sugere que os médicos devem encorajar os pacientes a seguir a maioria das dietas que se adaptem ao seu estilo de vida, mas que poderia fazer sentido trocar para uma dieta saudável se a primeira não ajudar os pacientes a alcançar seus objetivos, disse o Dr. Gordon.

Fonte: Medscape

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Fonte
Márcio Antoniassi

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