Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo. João 14:27
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O que há por trás da nossa vontade de ‘beliscar’ comidas o tempo todo

Você acabou de comer e assistiu a um episódio da sua série preferida – e já é novamente atacado pela fome…

Todos nós conhecemos esses períodos de apetite constante por doces, mas você sabe qual é a razão por trás dessas exigências fisiológicas? Existem várias pesquisas que estão tentando decifrar esse enigma. Para responder a isso, precisamos falar das orexinas. Também chamadas de hipocretinas, as orexinas A e B são duas pequenas proteínas produzidas por certas células nervosas (neurônios) do hipotálamo. Essa região importante do nosso cérebro está relacionada com a regulação do sistema nervoso autônomo e com diversas funções, como a reprodução, a termorregulação – ou a fome.

Embora as suas funções fossem inicialmente relacionadas à regulagem da alimentação (especialmente o estímulo do apetite), atualmente são conhecidos outros efeitos que influenciam todo o organismo. Elas influenciam, por exemplo, a regulação do sono, as funções endócrinas e cardiovasculares, a regulação dos gastos energéticos e da termogênese, os sistemas de recompensa e o humor. Elas também desempenham papel importante em diversas doenças, como a narcolepsia, a obesidade e a dependência.

Por que as orexinas causam vontade de comer mais? As orexinas desempenham papel fundamental na nossa reação ao estresse. Elas também modulam diversos comportamentos importantes para a nossa saúde mental e física, como o despertar, os comportamentos viciantes, as mudanças emocionais, a maior sensibilidade à dor e, especialmente, as mudanças de apetite.

Além disso, os níveis de orexinas são alterados em doenças mentais, como a depressão e os transtornos de ansiedade. Eles podem também explicar a diferença entre os sexos na reação ao estresse e são identificados como possível objetivo terapêutico para o tratamento dessas alterações. Mas vamos nos concentrar no papel que as orexinas desempenham na nossa alimentação. O sistema que regula a produção de orexinas é capaz de detectar mudanças do equilíbrio energético e aumentar os seus níveis em reação ao jejum. E elas não trabalham sozinhas. As orexinas interagem com outras substâncias relacionadas com a regulagem do apetite, como a leptina e a grelina.

 
A leptina é um hormônio liberado pelo tecido adiposo, que regula nossas reservas de gordura (que são uma forma de armazenamento de energia a longo prazo) e também o nosso apetite, ao induzir a sensação de saciedade. Já a grelina é um hormônio digestivo secretado pelo estômago pouco antes das refeições programadas. Ela estimula a ingestão de alimentos de forma muito intensa a curto prazo. Mas como elas se relacionam com as nossas proteínas protagonistas, as orexinas?

A regulação da energia e do apetite mediada pelas orexinas ocorre graças às informações recebidas de outras regiões do hipotálamo, que registram, entre outras, as variações dos níveis de glicose, leptina (indutora da saciedade) e grelina (indutora da fome).

Os neurônios que produzem as orexinas são capazes de reunir essas informações e desencadear uma reação em função das necessidades do organismo. E, infelizmente (para nós), elas podem associar a ingestão de alimentos a uma recompensa. Acredita-se que a orexina A esteja relacionada com alguns dos fatores ambientais que causam a “fissura” – aquele desejo irresistível observado na adicção, onde a função da orexina também já foi identificada – e a recaída.

Leia a matéria na íntegra no site da BBC Brasil

‘‘Depois da morte de Moisés, servo do Senhor, disse o Senhor a Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés: Meu servo Moisés está morto. Agora, pois, você e todo este povo, preparem-se para atravessar o rio Jordão e entrar na terra que eu estou para dar aos israelitas.’’ Josué 1:1-2 (para entender, clique aqui, assista ao vídeo e se surpreenda)
Fonte
Marcio Antoniassi
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