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Pacotes de notícias sobre saúde

“Cuidar da sua saúde e bem-estar também é se amar.”

Canabidiol é seguro no tratamento da epilepsia focal

O canabidiol mostrou eficácia em ensaios clínicos randomizados para epilepsia resistente a medicamentos em síndromes específicas que afetam predominantemente crianças. No entanto, faltam evidências de alto nível para a eficácia e segurança do canabidiol na forma mais comum de epilepsia resistente a medicamentos em adultos, epilepsia focal. Assim, falta responder à questão: qual seria a eficácia, segurança e tolerabilidade do canabidiol administrado por via transdérmica em adultos com epilepsia focal resistente a medicamentos?

Desculpe, não há enquetes disponíveis no momento.

Estudo objetivou investigar a eficácia, segurança e tolerabilidade do canabidiol administrado por via transdérmica em adultos com epilepsia focal resistente a drogas.

Tratou-se de um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e multicêntrico de 188 pacientes, não foi encontrada diferença na frequência de convulsões na 12ª semana envolvendo tratamentos do período duplo-cego entre placebo, 195mg de canabidiol e 390mg de canabidiol. A extensão de rótulo aberto demonstrou a segurança, tolerabilidade e aceitabilidade a longo prazo da administração transdérmica de canabidiol, com uma redução de convulsões de pelo menos 50% em mais da metade dos pacientes no 6º mês do estudo.

Portanto, embora o canabidiol não tenha um desempenho significativamente melhor do que o placebo neste estudo, foi bem tolerado e seguro; estudos futuros para avaliar o efeito de doses mais altas podem ser justificados.

Medicamento para tratar câncer de mama é incorporado ao SUS

Pacientes com câncer de mama podem contar com o medicamento Trastuzumabe Entansina. Indicado em monoterapia – método em que o processo de tratamento é realizado utilizando apenas uma droga ou procedimento – para tratamento de pacientes classificados no nível HER2-positivo da doença. A Portaria que incorpora o medicamento ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (12).

“A tecnologia recebeu recomendação favorável de incorporação ao Sistema Único de Saúde SUS após passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por assessorar a pasta nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS”, informou o ministério.

Números – De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2018, mais de 620 mil mulheres morreram de câncer de mama em todo o mundo. No Brasil, o número total de novos diagnósticos ao ano chega a 60 mil, resultando em uma taxa de incidência de 60/100 mil habitantes.

Em 2017, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reportou 16.724 mortes em mulheres. No ano de 2018, o Brasil foi o quarto país com a maior incidência em câncer de mama e o quinto em mortalidade. Estima-se que a incidência entre as brasileiras nos próximos 20 anos terá um aumento de 47%, diz OMS.

Pausas de 10 minutos ajudam durante o trabalho

Uma pesquisa analisou que fazer pequenas pausa pode diminuir o risco de erros, aumentar a atenção do trabalhador para o trabalho em questão além de ajudar criativamente.

Andar um pouco, comer um lanche, ou acessar as redes sociais, não importa como você os gaste, as micro pausas de 10 minutos ou menos durante o trabalho podem aumentar o ânimo e diminuir o cansaço, de acordo com uma meta-análise publicada na quarta-feira (31) no jornal PLOs One. Especialistas pesquisaram 22 estudos mais atuais (30 anos) e analisaram que intervalos curtos fazem bem ao trabalhador, eles definem como ter energia para concluir tarefas sem ficar exausto até o final do dia de trabalho, disse a autora do estudo Irina Macsinga, professora associada do departamento de psicologia na West University of Timişoara, na Romênia.

Pode ser uma imagem de ao ar livre e texto que diz "CAMINHADA PELA PAZ AO PICO DO ANA MOURA PRESERVE A NATUREZA! 25/09 Domingo SAÍDA, 7HS DO PONTO FINAL DO BAIRRO ANA MOURA DIGA NÃO AS QUEIMADAS! INSTITUTS RODRIQUE SARSOSA MR.... VERFADOR Ronaldo> Professor Juntos faremos mais!"

Os intervalos durante o trabalho são vistos como preguiçosos ou improdutivos, o que pode fazer com que as pessoas se sintam culpadas por tomá-las, o objetivo de seu relatório era provar que pausas curtas são valiosas para funcionários e organizações. “Não parecia ter sentido ter uma semana inteira e esperar o fim de semana apenas para se sentir melhor, ou ter um dia difícil no escritório e contar as horas até a noite”, disse ela.

Dependendo do trabalho – A pesquisa identificou como os intervalos de 10 minutos ou menos afetam os alunos em um ambiente de laboratório ou os funcionários em um ambiente de trabalho e se originaram dos Estados Unidos, Holanda, China, Áustria, Alemanha, Austrália, Brasil e Japão. Os intervalos foram apenas positivos para os funcionários que exercem certos tipos de tarefas, por exemplo os envolvidos em tarefas rotineiras ou criativas. Tarefas de rotina são atividades feitas com alto nível de repetição, que não exigem que uma pessoa use toda a sua capacidade cerebral. Isso pode fazer com que a mente vagueie para outro trabalho ou tarefas não relacionadas ao trabalho, aumentando as chances de erro, observou a análise.

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Atividades criativas que exigem que a pessoa procure informações relevantes em sua mente para o que está fazendo enquanto evita ideias que não são importantes para o momento. Os intervalos curtos podem fazer o trabalhador pensar em uma tarefa diferente daquela em que está trabalhando, o que pode aumentar as ideias e melhorar o desempenho criativo, descobriram os autores do estudo.

Nem todas as pausas são iguais – Atividades que não estavam conectadas ao trabalho mostraram níveis mais altos de melhora emocional em comparação com pausas relacionadas ao trabalho, de acordo com a análise. As atividades não relacionadas podem ser exercícios físicos, a caminhada, que os pesquisadores descobriram estar associada à diminuição do cansaço e ao aumento das emoções positivas. Ouvir uma música foi associada a uma melhor recuperação e desempenho, de acordo com a análise.

Os intervalos relacionados ao trabalho, como verificar e-mails ou ajudar um colega, foram associados a uma menor qualidade de sono e do bem-estar, bem como ao aumento do mau humor. O que os funcionários querem fazer no intervalo, deve ser algo que eles gostem, disse Emily Hunter, professora e chefe de departamento da Hankamer School of Business da Baylor University em Waco, Texas. Emily não estava envolvida no estudo.

Com que frequência você deve fazer a pausa? A pesquisa não determina a frequência das pausas, mas Macsinga recomendou que os trabalhadores as façam com a frequência necessária. “Vemos que novas ideias começam a surgir quando se faz uma pequena pausa”, disse ela. O número de pausas dependerá do tipo de função que uma pessoa exerce, o trabalho que necessita do físico terá necessidades diferentes de um trabalho cognitivo. Tarefas criativas também podem exigir pausas mais longas do que atividades repetitivas, acrescentou.

Em sua pesquisa, Emily descobriu que muitos intervalos curtos durante o dia geralmente eram benéficos. “Assim como precisamos beber água para nos mantermos hidratados, também precisamos fazer pausas curtas e frequentes para manter o foco”, disse ela. Então as pausas devem ser feitas com base na necessidade cada um, tendo em mente que trabalhos diferentes afetam a mente de maneira diferente e com isso apenas o trabalhador ira saber quando é necessário.

Estudo mostra a relação entre a ingestão de sal e a mortalidade

A ingestão de sal é uma necessidade biológica intimamente conectada aos sistemas fisiológicos, mas o consumo excessivo de sal está associado à hipertensão. E a hipertensão está relacionada ao aumento da morbidade e mortalidade cardiovascular – estima-se que o consumo excessivo de sal responda por aproximadamente cinco milhões de mortes por ano no mundo. Reduzir a ingestão de sal reduz a pressão arterial, mas os alimentos processados contêm sal “escondido”, o que dificulta o controle da ingestão desse mineral. Esse problema é agravado pelas crescentes desigualdades nos sistemas alimentares, que representam outro obstáculo ao controle da ingestão de sal em nível individual.

Dos 87 fatores de risco incluídos no Global Burden of Diseases, Injuries, and Risk Factors Study de 2019, a elevação da pressão arterial sistólica foi apontada como o principal fator de risco global para o impacto de doenças e por seu efeito na saúde humana. Várias estratégias, como a conduta na atenção primária e a redução na ingestão de sódio, reconhecidamente reduzem o impacto desse importante fator de risco. Duas questões ainda estão sem resposta: qual é a relação entre mortalidade e a adição de sal aos alimentos e qual é o tamanho da influência da redução da ingestão de sal na saúde das pessoas.

Doença cardiovascular e morte – Como a ingestão de sódio foi identificada como um fator de risco de doença cardiovascular e morte prematura, era esperado que a alta ingestão de sódio reduzisse a expectativa de vida. Um estudo avaliou essa hipótese, analisando a relação entre consumo de sódio, expectativa de vida e sobrevida em 181 países. Foi identificada uma correlação positiva entre a ingestão de sódio e a expectativa de vida, e inversa entre a ingestão de sódio e a morte por todas as causas em todo o mundo e em países de alta renda, o que contradiz a hipótese de que a ingestão de sódio reduza a expectativa de vida ou seja um fator de risco de morte prematura. Esses resultados dão combustível ao debate científico sobre consumo de sódio, expectativa de vida e mortalidade. Esse debate exige a interpretação de dados compostos de correlações lineares positivas, em forma de J ou lineares inversas, o que ressalta a incerteza quanto a essa questão.

Em um estudo prospectivo com 501.379 participantes do UK Biobank, no Reino Unido, os pesquisadores identificaram uma associação significativa entre a maior frequência de adição de sal aos alimentos e o aumento do risco de morte prematura e a redução da expectativa de vida, independentemente da dieta, do estilo de vida, da condição socioeconômica ou da presença de doenças preexistentes.

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Os autores observaram que a associação positiva aparentemente foi atenuada de acordo com o aumento da ingestão de alimentos ricos em potássio (vegetais e frutas).

Além disso, os pesquisadores fizeram as seguintes observações:
✅ Para morte prematura por causa específica, eles constataram que a maior frequência de adição de sal aos alimentos foi significativamente associada a um maior risco de morte por doenças cardiovasculares e por câncer (P-tendência < 0,001 e P-tendência < 0,001, respectivamente).
✅ Sempre adicionar sal aos alimentos foi associado a menor expectativa de vida aos 50 anos em 1,50 (intervalo de confiança [IC] de 95% de 0,72 a 2,30) e 2,28 (IC 95% de 1,66 a 2,90) anos para mulheres e homens, respectivamente, em comparação com participantes que nunca ou raramente adicionavam sal aos alimentos.

Os pesquisadores pontuaram que adicionar sal aos alimentos (geralmente à mesa) é comum, e é um hábito diretamente relacionado com a predileção por alimentos salgados em longo prazo e com a ingestão corriqueira de sal. De fato, na alimentação ocidental, a adição de sal à mesa representa de 6% a 20% da ingestão total de sal. Além disso, o sal de mesa comum contém 97% a 99% de cloreto de sódio, minimizando os potenciais efeitos de confusão de outros fatores nutricionais, incluindo o potássio. Portanto, a adição de sal aos alimentos fornece uma forma de avaliar a associação entre ingestão habitual de sódio e mortalidade – algo relevante, visto que estima-se que, em 2010, 1,65 milhão de óbitos por causas cardiovasculares tenham sido atribuídos ao consumo de mais de 2,0 g de sódio por dia.

Sensibilidade ao sal – As atuais evidências embasam a recomendação de ingestão moderada de sódio na população geral (3 g a 5 g/dia). Pessoas com hipertensão devem consumir sal na extremidade inferior desse intervalo. Algumas diretrizes nutricionais recomendam o consumo de > 2.300 mg de sódio por dia a partir dos 14 anos de idade, e menos ainda entre os 2 e 13 anos de idade. A baixa ingestão (< 2,0 g/dia) sustentada de sódio não foi alcançada em nenhum dos ensaios clínicos de longo prazo (> 6 meses), apesar de ter sido alcançada em ensaios clínicos de curto prazo.

A controvérsia quanto à relação entre baixa ingestão de sódio e pressão arterial ou doenças cardiovasculares continua. A maioria dos estudos mostra que tanto em indivíduos com hipertensão quanto naqueles sem, a redução no consumo de sódio abaixa a pressão arterial. No entanto, a pressão não necessariamente reduz com uma restrição na ingestão de sódio (< 3-5 g/dia). Com uma dieta rica em sódio, a maioria dos indivíduos normotensos apresentou uma alteração mínima na pressão arterial média; para muitos indivíduos com hipertensão, os valores aumentaram cerca de 4 mmHg. Além disso, entre os indivíduos com hipertensão que são “sensíveis ao sal”, a pressão arterial pode aumentar > 10 mmHg em resposta à alta ingestão de sódio.

O efeito do potássio – Substituir parte do cloreto de sódio no sal comum por cloreto de potássio pode mitigar alguns dos efeitos cardiovasculares prejudiciais do sal. De fato, os substitutos do sal que reduziram os níveis de sódio e aumentaram os níveis de potássio demonstraram reduzir a pressão arterial. Em um estudo, os pesquisadores recrutaram mais de 20.000 pessoas de 600 vilarejos na China rural e compararam o uso de sal comum (100% cloreto de sódio) com o uso de um substituto do sal (75% cloreto de sódio e 25% cloreto de potássio em massa). Os participantes tinham alto risco de acidente vascular cerebral (AVC), eventos cardiovasculares e morte. A duração média do acompanhamento foi de 4,74 anos. Os resultados foram surpreendentes. A taxa de AVC foi menor com o substituto do sal do que com sal comum (29,14 eventos versus 33,65 eventos por 1.000 pessoas-ano; razão de taxas = 0,86; IC 95% de 0,77 a 0,96; P = 0,006), assim como as taxas de eventos cardiovasculares maiores e morte por qualquer causa. A taxa de eventos adversos graves atribuídos à hipercalemia não foi significativamente maior com o substituto do sal do que com o sal comum.

Não há dúvida de que, na maioria dos lugares do mundo, as pessoas estão consumindo mais sal do que o organismo precisa, embora a extensão dos efeitos do sal no sistema cardiovascular ainda seja uma questão em debate. Muito depende do tipo de alimentação de uma determinada população. Alimentos processados ​​raramente são usados ​​em áreas rurais, como os envolvidos no estudo acima mencionado, e há a adição de cloreto de sódio na dieta durante o preparo dos alimentos em casa. Este é um fator determinante parar os desfechos cardiovasculares, mas não pode ser generalizado para outros cenários socioambientais.

Em grande parte do mundo, a preservação comercial de alimentos introduz muito cloreto de sódio na dieta, e a maior parte da ingestão de sal não pode ser totalmente atribuída ao uso de substitutos do sal. De fato, comparando o teor de sódio dos produtos à base de cereais atualmente vendidos no mercado italiano com os respectivos valores de referência propostos pela Organização Mundial da Saúde, os pesquisadores descobriram que, para a maioria dos itens, o teor de sódio é muito superior aos valores de referência, especialmente com pães ázimos, pães fermentados e bolachas/biscoitos salgados. Isso mostra que há trabalho a ser feito para atingir o objetivo da Organização Mundial da Saúde/Nações Unidas de uma redução global de 30% na ingestão de sódio até 2025.

Covid-19: Fiocruz aponta cenário favorável, mas vê fim de ano incerto

O boletim Infogripe, divulgado semanalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica redução no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas tendências de longo e curto prazo. Segundo o prognóstico, o Brasil pode alcançar um patamar inferior ao observado no mês de abril de 2022, até então o mais baixo desde o início da pandemia de covid-19. A SRAG é uma complicação associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. O paciente pode apresentar desconforto respiratório e queda no nível de saturação de oxigênio, entre outros sintomas. O número de ocorrências aumentou nos últimos anos em decorrência da disseminação da covid-19.

Apesar do cenário positivo, os pesquisadores da Fiocruz observam que um final de ano tranquilo ainda é incerto, já que as viradas de 2020 para 2021 e de 2021 para 2022 foram marcadas por uma alta dos casos. Segundo o coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, a ciência ainda está aprendendo sobre a covid-19 e a doença não mostrou até o momento um padrão claro de sazonalidade. Ele defende o monitoramento constante para a adoção das medidas necessárias caso se observe novamente um aumento relevante das ocorrências.

Pode ser uma imagem de em pé e texto que diz "HORÁRIO DE ATENDIMENTO DAS SALAS DE VACINA 7h30 às 11h- 13h às 16h 7h30 às 12h 7h30 às 16h UBS Ana Rita UBS Cachoeira do Vale UBS Timotinho UBS Ana Moura UBS Novo Tempo UBS Alegre UBS Macuco UBS Limoeiro UBS Primavera UBS João XXIII 1-Levar cartão de vacina e documento com CPF Não é necessário agendamento prévio para vacinação ATENÇÃO! + SUS PREFEITURA TIMÓTEO MUNICIPIODE IMOTEO ADMINISTRAÇÃO 202 SECRETARIA MUNICIPAL SAÚDE QUALIDADE DE VIDA"

O novo boletim reúne dados da semana epidemiológica que vai do dia 4 ao dia 10 de setembro. Ele traz indicativos para as próximas três semanas (curto prazo) e para as próximas seis semanas (longo prazo). O levantamento leva em conta notificações registradas no Sivep-gripe, sistema de informação mantido pelo Ministério de Saúde e alimentado por estados e municípios. Apenas quatro das 27 unidades da Federação – Amapá, Ceará, Espírito Santo e Roraima – apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Nas demais, observa-se cenário de queda ou estabilidade.

Em 2020, a disseminação da covid-19 chegou a responder por 97% dos casos de SRAG com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Esse percentual atualmente é menor: em 2022, 79,3% das ocorrências estão associadas à doença. No entanto, no recorte daqueles casos que evoluíram a óbito ao longo desse ano, 93,2% ainda estão relacionados com a covid-19. Considerando todo o ano de 2022, foram notificados 234.823 casos de SRAG. Desse total, 114.401 apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.

Crianças e adolescentes – A nova edição do Infogripe também traz apontamentos sobre o crescimento de casos de SRAG em crianças e adolescentes iniciado na virada de julho para agosto. Segundo os pesquisadores, dados laboratoriais sugerem que a situação não está associada com a covid-19 e sim com o efeito de outros vírus respiratórios comuns ao ambiente escolar, possivelmente por conta da retomada das aulas após o período de férias. O boletim indica que a curva de crescimento já dá sinais de interrupção ou reversão para queda em diversos estados do país.

Fortalecer os músculos pode ajudar na formação de novos neurônios

Estudos recentes contrariam ideia de que musculação é meramente estética e mostram benefícios para a saúde mental.

Por muito tempo, diversas crenças sociais alimentaram a ideia de que o cérebro e o músculo não têm relação e funcionam de forma “separada”, inclusive algumas pessoas chegam a caçoar de indivíduos que cuidam muito do corpo, popularmente chamados de “marombas”, descredibilizando o seu intelecto com frases do tipo “todo maromba é burro”. Entretanto, recentemente estudos demonstraram que manter o músculo ativo e/ou uma rotina de exercícios colabora com o cérebro e pode auxiliar na prevenção de algumas perdas cognitivas.

O músculo esquelético, de acordo com o site MIT Technology Review, é o que permite o movimento do corpo e também é um tecido endócrino, portanto libera moléculas de sinalização – que dizem para outras partes do corpo o que elas devem fazer. Essas moléculas que transmitem mensagens para outros tecidos são chamadas de miocinas e são liberadas na corrente sanguínea cada vez que os músculos se contraem. Em um estudo, cientistas mostraram que algumas miocinas participam do controle das funções cerebrais, como aprendizado, memória e humor. Além disso, podem atuar como mediadoras e desencadear processos benéficos no cérebro em decorrência do exercício físico, como a formação de novos neurônios, apontada pelo MIT.

Uma outra pesquisa voltada às miocinas descobriu que elas têm efeitos neuroprotetores contra lesões de isquemia (interrompem o fluxo sanguíneo no cérebro) e doenças neurodegenerativas, incluindo o Alzheimer. Ainda com relação à doença de Alzheimer, evidências indicam que ser ativo fisicamente reduz o risco da demência e está ligado a uma progressão mais lenta de declínio cognitivo – em adultos mais velhos ou que já possuem doenças ou danos cerebrais existentes –, pois a atividade física, de alguma forma, impede os sinais clássicos do Alzheimer: a formação de placas e emaranhados prejudiciais ao cérebro.

Cientistas também observaram que quanto mais tempo um indivíduo investe em atividades físicas moderadas maior é a produção de glicose no cérebro, ou a transformação de glicose em combustível. Essa relação pode diminuir o risco de desenvolvimento do Alzheimer. Um outro estudo, publicado na página do Instituto Nacional de Envelhecimento dos EUA, revelou que o exercício estimula o cérebro a manter antigas conexões de rede e fazer novas que são vitais para a saúde cognitiva. Além disso, os cientistas acreditam que o exercício aeróbico, como uma caminhada, é mais benéfico para o cérebro do que os não aeróbicos, de alongamento e tonificação.

Levando em consideração a faixa etária de cada indivíduo, pesquisadores constataram que os movimentos musculares de um jovem saudável ativam diversas vias químicas do músculo, que estimulam a produção de proteínas integradas às fibras musculares. Isto faz com que o músculo aumente de tamanho. Já em pessoas mais velhas, os sinais enviados pelos movimentos, e que incentivam o crescimento do músculo, são muito mais fracos. Por esse motivo, é mais complicado para idosos ganharem e manterem a massa muscular, mas é possível, e essa tentativa é crucial para dar suporte ao cérebro.

De Gabi Para Você: 68-O DIAMANTE - Casimiro Cunha

O MIT classifica que “embora seja mais difícil para os idosos [ganhar e manter massa muscular], ainda é possível fazê-lo, e essa manutenção é fundamental para apoiar o cérebro. Mesmo o exercício moderado pode aumentar o metabolismo em regiões do cérebro importantes”. Ainda considerando a idade, pesquisadores descobriram que o hipocampo (estrutura localizada nos lobos temporais) encolhe na idade adulta e leva ao aumento das chances de demência, além de problemas de memória. Porém, eles verificaram que o treinamento anaeróbico (alta intensidade e curta duração) aumenta o tamanho do hipocampo, melhorando a memória espacial (parte responsável por registrar informações sobre o entorno e localizações)

Em adendo, o treinamento físico também aumentou em 2% o volume do hipocampo, acrescentando a região cerca de um a dois anos de estabilidade, ou seja, sem perda. O site MIT considera que há “uma linguagem molecular robusta sendo falada entre seus músculos e seu cérebro”. Os dados apontam para uma relação positiva e promissora entre essas duas partes do corpo humano. Mesmo que isto não signifique que toda a pessoa que se exercita com frequência e se preocupa com a musculatura será intelectualmente mais perspicaz, os estudos expõem que há diversos benefícios da atividade física para o corpo e cérebro.

Leia o artigo anterior: Pastores louvam ao ganhar bicicletas, unico transporte para pregar em aldeias na africa.

 

Fonte
Blog Márcio Antoniassi
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