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Pacote de notícias sobre saúde

“Cuidar da sua saúde e bem-estar também é se amar.”

Mudanças na dieta pode reduzir chance de pedras nos rins

Pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, estão trabalhando em uma dieta que tem como objetivo evitar o risco desenvolver pedras nos rins. De acordo com os pesquisadores, os pilares de uma dieta anti-pedras incluem comer alimentos ricos em potássio e porções de laticínios com baixo teor de gordura. Frutas e vegetais ricos em potássio que podem ajudar incluem bananas, laranjas, toranjas, damascos, cogumelos, ervilhas, pepinos, abobrinhas e melões.

Para chegar a essas recomendações, os autores usaram dados de questionários preenchidos por pacientes com cálculos renais entre 2009 e 2018. A equipe comparou as dietas de 411 pessoas que já tiveram seu primeiro cálculo renal e um grupo controle de 384 indivíduos.

Durante uma média de pouco mais de quatro anos de acompanhamento, 73 pacientes no estudo tiveram cálculos renais recorrentes. Níveis mais baixos de cálcio e potássio previram essa recorrência. Após ajustes para fatores não dietéticos, o cálcio mais baixo continuou a ser um preditor. O mesmo aconteceu com o potássio, mas apenas entre aqueles que ainda não estavam tomando certos tipos de diuréticos e suplementos de cálcio.

Os pesquisadores ressaltam que, além dessa dieta, é importante o consumo de grandes quantidades de água potável, cerca de 9 copos por dia. Pedras nos rins podem estar associadas a outros problemas de saúde, incluindo doença renal crônica, osteoporose e doenças cardíacas. Além disso, pessoas que experimentam um episódio de pedras nos rins têm chances de apresentar um novo episódio em até cinco anos.

Resistência bacteriana à azitromicina e cefixima aumenta no Brasil

Desde 2015, o Brasil realiza uma vigilância sistemática da resistência antimicrobiana gonocócica, em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A mais recente pesquisa sobre o tema analisou isolados de Neisseria gonorrhoeae provenientes de pacientes diagnosticados entre 2018 e 2020. Os resultados, publicados em julho no periódico JAC Antimicrob Resist[1] trazem um alerta: houve um aumento nas taxas de resistência aos antibióticos azitromicina e cefixima.

O sistema de vigilância sistemática da resistência antimicrobiana gonocócica adotado no Brasil é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As amostras coletadas no país são analisadas no Laboratório de Biologia Molecular, Microbiologia e Sorologia (LBMMS) da UFSC, seguindo a metodologia internacionalmente aceita. A autora do estudo, Dra. Maria Luiza Bazzo, Ph.D., farmacêutica e professora da UFSC, falou sobre o trabalho em entrevista ao Medscape.

Junto com os outros membros do Brazilian-GASP Network, um braço do Gonococcal Antimicrobial Surveillance Programme (GASP), da OMS, a Dra. Maria Luiza analisou 633 isolados de N. gonorrhoeae de secreção uretral de homens diagnosticados com a infecção entre 2018 e 2020. Os pacientes eram provenientes de 12 sítios, representativos das cinco regiões brasileiras.

Dados epidemiológicos foram obtidos a partir de questionários respondidos por 449 dos 633 pacientes incluídos no estudo. A maioria afirmou ser heterossexual (68,2%). A relação sexual mais praticada de forma desprotegida foi a vaginal insertiva (69,9%), seguida da oral ativa (56,6%) e anal insertiva (47,4%).

As culturas bacterianas foram testadas para oito antimicrobianos. Os resultados mostraram que, em relação à investigação de 2015 a 2016, [2] a resistência de 2018 a 2020 à ciprofloxacina permaneceu alta (55,6% no primeiro estudo e 67,3% no segundo). As taxas de resistência à azitromicina e à cefixima aumentaram em comparação ao período anterior. No caso da azitromicina, passou de 6,9% (posteriormente recalculada para 1,3% em função da mudança do ponto de corte do CLSI) para 10,6%, enquanto a da cefixima passou de 0,2% para 0,3%. Por outro lado, o estudo não identificou resistência à ceftriaxona, gentamicina e espectinomicina.

A Dra. Maria Luiza explicou que, no universo de 633 isolados testados, apenas dois apontaram resistência à cefixima, porém, embora a taxa ainda seja pequena, é considerada alarmante. “Trata-se de um antimicrobiano que não é vendido no Brasil, no entanto, esse resultado indica que podemos ter resistência à ceftriaxona futuramente, uma cefalosporina de espectro estendido”, disse e acrescentou: “a questão merece atenção, uma vez que a ceftriaxona é um dos medicamentos usados no tratamento da gonorreia no país”.

Até 2017, o tratamento mais utilizado no Brasil para casos suspeitos de gonorreia era a terapia dupla com 500 mg de ciprofloxacina e 1 g de azitromicina, porém, o esquema mudou com a detecção das altas taxas de resistência à ciprofloxacina. Atualmente, a maioria dos pacientes é tratada com terapia dupla, composta de 500 mg de ceftriaxona + 1 g azitromicina.

Quanto à resistência à azitromicina identificada na pesquisa, a Dra. Maria Luiza afirmou que indica uma tendência de dificuldade, porém ainda não é um indicativo de necessidade de substituição do tratamento. “Como no Brasil nem sempre fazemos diagnóstico etiológico, muitas vezes o paciente é tratado considerando a abordagem sindrômica. Quando há secreção, suspeita-se de coinfecção por gonorreia e clamídia. Enquanto a ceftriaxona trata bem a gonorreia, a azitromicina trata bem a clamídia”, afirmou, lembrando, portanto, que o ideal é não modificar a terapia dupla padrão no momento. A substituição pode começar a ser pensada caso estudos futuros detectem aumento de resistência à ceftriaxona.

Dada a possibilidade de evolução da resistência antimicrobiana gonocócica, a OMS recomenda que os países façam vigilância constante dessa bactéria. Outra medida importante, segundo a pesquisadora, é, nos casos de recidiva de sintomas, fazer o teste molecular para diagnóstico etiológico a fim de orientar quanto ao melhor tratamento.

Estudo aborda transmissão de varíola dos macacos por superfície

Artigo será publicado em edição de dezembro de revista científica.

A possível infecção de trabalhadoras da saúde por contato com superfícies infectadas pelo vírus da varíola dos macacos é tema de artigo que sinaliza os cuidados adicionais a serem adotados na prevenção da doença. O texto, intitulado Possible Occupational Infection of Healthcare Workers with Monkeypox Vírus, Brazil, será publicado na edição de dezembro da revista científica Emerging Infectius Diseases, editada pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

Além da Fiocruz Pernambuco e do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul (Cevs/SES-RS), participaram da pesquisa três universidades gaúchas (Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e Universidade Feevale) e o Bernhard Nocht Institute for Tropical Medicine – National Reference Center for Tropical Infectious Diseases, de Hamburgo (Alemanha).

O estudo traz o caso de duas enfermeiras que desenvolveram a doença, cinco dias após atender um paciente em casa para coleta de material e diagnóstico de varíola dos macacos. “Os cuidados adotados nesse atendimento são detalhadamente descritos, mostrando que elas utilizaram todo equipamento de proteção – exceto as luvas – enquanto estavam no período inicial de entrevista, no quarto do paciente. Esse item de proteção só foi colocado no momento da coleta, após elas esterilizarem as mãos”, diz o texto.

Pesquisador da Fiocruz Pernambuco, Gabriel Wallau conduziu o estudo ao lado do especialista em saúde do Cevs Richard Steiner Salvato. A conclusão dos autores é que as enfermeiras podem ter se contaminado pelo contato com superfícies infectadas da casa desse paciente, que se encontrava no pico de transmissão viral. Ou ainda, ao manusear a caixa de transporte das amostras, de início com as luvas infectadas e posteriormente sem luvas.

Segundo a Fiocruz, o estudo pode ser utilizado como referência para a adoção de melhores práticas ao lidar com pacientes infectados com o vírus monkeypox. Os autores recomendam medidas de prevenção e bloqueio dessa rota de transmissão, que envolvem treinamento específico para essa coleta, implementação de medidas de controle, higienização frequente das mãos e utilização correta de equipamentos de proteção individual (EPIs).

De acordo com os pesquisadores, o uso das luvas é recomendado durante todo o período de visita a pacientes, contato com pessoas suspeitas de estarem infectadas e com seu ambiente/objetos de uso pessoal. A higienização das superfícies com desinfetante efetivo contra outros patógenos (como norovírus, rotavírus e adenovírus) – antes e depois da interação com casos suspeitos – e a vacinação dos grupos de alto risco, incluindo os profissionais de saúde que atuam na linha de frente dessa doença, são outras medidas apontadas pelo grupo da pesquisa.

“Trazer à luz o evento de transmissão por meio de superfície é importante para aprimorar as recomendações públicas voltadas para a proteção tanto dos profissionais de saúde que lidam diretamente com esses pacientes, como dos familiares e outras pessoas envolvidas nesse cuidado”, disse, em nota, o pesquisador Gabriel Wallau.

Melatonina, a ‘assassina inteligente’ que pode ser arma no combate ao câncer, segundo cientistas

Em todo o mundo, o câncer é uma das principais causas de morbidade (presença de uma doença em determinada população) e mortalidade (estatística sobre morte). Já era antes da pandemia de covid-19, mas a deterioração dos pacientes e a demora nos diagnósticos pioraram a situação. Entre os cânceres mais comuns atualmente, segundo a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, estão os de cólon e reto, próstata, mama, pulmão e bexiga.

As estimativas globais indicam que, em vez de diminuir, o número de casos continuará aumentando nas próximas duas décadas. Embora os programas de prevenção e detecção precoce aumentem muito a expectativa de vida dos pacientes, estamos cientes de que o manejo clínico precisará melhorar significativamente se quisermos derrotar a doença.

Melatonina como anticancerígeno – Embora o termo câncer pareça referir-se a uma única doença, na verdade engloba mais de 100 entidades patológicas diferentes, com tecidos de origem e modos de desenvolvimento diferentes. A abordagem terapêutica deve, portanto, ser diferenciada e isso a torna muito complexa. Embora nos últimos anos tenha havido um enorme progresso no diagnóstico precoce e em tratamentos direcionados cada vez mais seletivos, sabemos que ainda há um longo caminho a percorrer até que tratamentos farmacológicos eficazes estejam disponíveis.

A melatonina, molécula bioativa de origem natural conhecida principalmente por seu papel regulador no ciclo sono/vigília e por sua atividade antioxidante, também se destaca por suas importantes propriedades anticancerígenas. Numerosos dados de experimentos mostram que ela pode retardar a progressão do câncer em diferentes estágios do ciclo tumoral, desde a transformação celular inicial até a metástase.

Especificamente, a melatonina previne a divisão celular (antimitogênica) e a formação de novos vasos sanguíneos que nutrem o câncer (antiangiogênico). Acrescenta-se que, dependendo do tipo de tumor e da dose, sozinha ou em conjunto com outras drogas utilizadas na quimioterapia, a melatonina tem potencial para prevenir o aparecimento de tumores e capacidade terapêutica para retardar a progressão maligna e a disseminação metastática. A incorporação da melatonina às práticas clínicas, no entanto, ainda carece de mais pesquisas e regulações.

‘Assassina inteligente’ – Outra possibilidade interessante é incluir a melatonina em tratamentos planejados de acordo com os parâmetros do sistema circadiano (oncocronoterapias), que conseguem aumentar a eficácia e tolerabilidade dos medicamentos. Mesmo em processos cancerígenos que não respondem à melatonina, foi demonstrado que esta molécula pode sensibilizar as células cancerígenas e aumentar a eficácia dos tratamentos de radio/quimioterapia, tornando os tumores previamente quimiorresistentes sensíveis à radio/quimioterapia.

Um achado particularmente relevante é que a melatonina mostrou esses benefícios tanto em estudos em animais quanto em humanos, sem efeitos adversos significativos e em uma ampla gama de concentrações, o que lhe rendeu o apelido de “assassina inteligente”. Considerando sua atividade farmacológica e eficácia clínica, a melatonina merece ser considerada um importante recurso de saúde pública, como evidenciado pelo fato de o Departamento de Saúde dos Estados Unidos ter conduzido um estudo aprofundado sobre os inúmeros benefícios da suplementação de melatonina para o tratamento do câncer em pacientes.

Nesse sentido, a estratégia de combinar quimioterápicos com melatonina poderia limitar os efeitos secundários do tratamento em células normais, permitindo aumentar as doses ativas dos fármacos sem exacerbar sua toxicidade. Essa segurança é crucial para o manejo clínico de pacientes com câncer. De fato, um dos desafios atuais no desenvolvimento de formulações combinadas com melatonina em altas doses é que elas são benéficas para os pacientes, mitigando os efeitos colaterais pelo aumento da prescrição de quimioterápicos.

A dose para atingir esse objetivo ainda não está clara. Os 1-2 mg usados ​​para regular os distúrbios do sono (dose fisiológica) podem ser excedidos e podem ser necessárias doses orais de 1 mg/kg de peso corporal. Para tirar dúvidas, estamos caracterizando as variáveis ​​farmacocinéticas desta molécula para decifrar como administrá-la para que a eficácia dos quimioterápicos seja maximizada e sua citotoxicidade (toxicidade nas células) seja reduzida ao mesmo tempo. Isso não só melhorará a eficácia terapêutica contra o câncer, mas também o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes.

Melatonina como agente preventivo? A produção de melatonina no nosso organismo diminui com a idade, o que pode contribuir para que os órgãos fiquem mais vulneráveis ​​aos danos oxidativos e ao desenvolvimento de patologias, incluindo o cancro. Tudo indica que a redução da melatonina associada à idade é um dos principais fatores causadores da imunossenescência (envelhecimento do sistema imunológico) e do desenvolvimento de neoplasias (tumores com taxa de crescimento maior do que a de tecidos normais).

A este respeito, foi demonstrado que a administração exógena aumenta os estoques subcelulares de melatonina. Consequentemente, a inclusão dessa molécula na terapia anticâncer convencional pode ser uma estratégia para reduzir o dano molecular produzido pela rádio/quimioterapia em células saudáveis ​​e, assim, aumentar a eficácia dos tratamentos antitumorais, principalmente em pacientes com imunocompetência comprometida.

No entanto, apesar de haver um grande número de evidências científicas sobre a biossegurança da melatonina, mesmo em altas concentrações, mais pesquisas são necessárias para definir os protocolos de dosagem ideais para cada tumor e paciente, bem como novas formulações aprimoradas. Além disso, ensaios clínicos randomizados são essenciais para transferir o potencial terapêutico da melatonina para a prática clínica. Para tanto, é fundamental que os órgãos de saúde, as administrações públicas e a instituição médica considerem plausível o uso da melatonina e decidam explorar suas opções, tanto no tratamento quanto na prevenção proativa do câncer.

Leia o artigo anterior: Pastores louvam ao ganhar bicicletas, unico transporte para pregar em aldeias na africa.

Fonte
Blog Márcio Antoniassi
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